“As primeiras vezes” na adoção tardia

Muitas pessoas dizem que ao adotar crianças maiores, perdemos muitos momentos importantes, que não estivemos por perto nas primeiras vezes…
… primeiras palavras.
… primeiros dentinhos.
… primeiros passos.
No entanto, quantas outras “primeiras vezes” presenciamos?

GISELLE E ELAINE – DE PÉS FICADOS NA AREIA MAS VIAJANDO EM PENSAMENTO.
Momentos não menos importantes que aqueles do início da vida.
Em conversa com amigas que encontraram seus filhos com “mais idade”, lindas e lindas histórias são partilhadas, como essa:
“A N. tinha medo de escada rolante…Imagina uma menina de 15 anos
grudada no meu braço todas as vezesq iamos andar na escada rolante???…..
Chega a ser engraçado, ne???É muito gostoso apresentar o mundo pra eles, ne???
R.”(Depoimento real transcrito na íntegra.)
É isso!
A maternidade aconteceu…

FAMÍLIA DUTRA COSTA
Aconteceu para quem não teve medo de reconhecer os filhos, agarrá-los e trazê-los para casa.
Aconteceu para quem enxergou Marcelo, Carol, Pedro, Márcia, e não um menino abrigado ou uma menina abrigada…
Tem acontecido a cada dia que compartilhamos um mundo de novas sensações ao lado dos nossos filhos amados, sejam eles com 5, 8, 12 ou 15 anos…

KAUÃ VIVE CADA MOMENTO INTENSAMENTE.
Meus filhos, que nasceram para nós com 3 e 10 anos, nunca haviam viajado, nunca haviam experimentado frutas diversas, descobriram conosco lugares novos, sabores diferentes, estão descobrindo o gosto pelas artes ou pelos esportes, o primeiro dia de aula na escola nova da nossa vida nova e, principalmente, emoções que vivenciamos juntos e pela primeira vez um com o outro, como a primeira vez que disseram “mãe” e meu coração, aos pulos, queria gritar de alegria, mas tive que me conter, fingindo ser a coisa mais natural do mundo senão minha filha ficaria ainda mais tímida, já que, para ela, esse passo foi extremamente importante para superar muita coisa da sua história.
“Estão aí as “primeiras vezes” que todo mundo diz que nunca teremos…rsrs!
É realmente gratificante e enche o coração de alegria e amor
proporcionar novas experiências pra eles
e ver a alegria, surpresa e expectativa nos olhinhos deles.
Beijos,
C.” (Depoimento real transcrito na íntegra.)
Costumo dizer que já vivenciamos e ainda vamos viver muitas coisas lindas juntos e pela primeira vez… e isso ninguém vai tirar de nós!
Vem ai o primeiro amor, as formaturas, as escolhas e as conquistas profissionais… haja coração!!

Momentos realmente inesquecíveis..
Certa vez, li um depoimento bem realista que dizia, “a adoção tardia tem várias fases, do encantamento as fases de teste. Não esperem sininhos e violinos…”. De certa forma, ela está certa, pois é o encontro de histórias, de vidas, que não se constituiram juntas. Precisam se descobrir e se entregar totalmente umas às outras para que dê certo. Ora os pais precisam ceder, ora os filhos precisam ceder.
No entanto, penso que essa fase pode ser mais leve e delicada. Uma amiga fez um lindo vídeo para as filhas que encontrou com idades entre 7 e 9 anos. Ela colocou essa música linda da Adriana Calcanhoto. Me senti profundamente tocada por ela, pois é exatamente assim que a adoção tardia vai se configurando. Não posso publicar o vídeo dela mas encontrei um vídeo com a música.. linda, linda!!!
Não espere sininhos e violinos,
mas também não espere testes crueis…
deixe acontecer.

Texto Retirado de Diário da Adoção por Paulo Wanzeller.
http://filhosadotivos.blogspot.com.br/2013/08/olha-neste-dia-de-chuva-aqui-no-sul.html

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